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Sobre poder ser saudável

junho 10, 2015
Sobre poder ser saudável - Invertisa

Imagem: Leah Jasmine.

Como boa capricorniana que sou, tenho o defeito sério de achar que aquilo que é óbvio para mim também é para todos. Às vezes o mundo tem que me chacolhar e abrir meus olhos para mandar uma mensagem de “ALOU! Não é bem assim, meu anjo”. É difícil. A gente tem que aprender a se desapegar das nossas próprias convicções para conseguir alterar o que está ao nosso redor, né? Ok, missão dada é missão cumprida, Universo!

Essa semana, estava naquele momento livre fazendo absolutamente nada e tudo ao mesmo tempo: checando redes sociais, ouvindo Sia e rindo de fotos comprometedoras alheias. Aparece no meu feed, então, uma notícia com comentários bem ~zoeiros~ feitos sobre o lanche da filha da Bela Gil, a Flor – como zoar alguém que tem esse nome, gente? Fechei o laptop, encarei a parede e fiquei sendo chacoalhada por uns bons minutos.

Tudo isso me fez pensar em duas questões: como a alimentação ainda é uma problemão na nossa sociedade e o quanto desaprendemos a espalhar o amor. Faço sempre comigo mesma o jogo de tentar imaginar o motivo das opiniões alheias e como a gente transforma isso em algo bom. É saudável e mantém minha cabecinha sempre aquecida. Sair da zona de conforto e entender esses pequenos aspectos que permeiam quem somos é, de fato, pesado, pois isso tem uma importância extrema no autoconhecimento. Afinal, somos fruto de tudo aquilo que propagamos e escolhemos compartilhar com os outros, certo?

A Bela Gil é uma nutricionista linda, super saudável e inspiração para mim. Ela tem o projeto de transformar a alimentação na mais natural possível, olha que lindeza! Com o “Bela Cozinha”, um programa de receitas no canal GNT – que dá vontade de ir pra feira, ter uma dispensa regada a fruta e alimento orgânico – ela dá um foco central para a alimentação como uma ferramenta política. E é claro que isso é um estilo de vida pra ela. Ao compartilhar a lancheira da filha que tinha banana da terra, batata doce, granola caseira e água, recebeu uma enxurrada de comentários ~zoeiros~ em todas as redes sociais possíveis.

Bela Gil - Invertisa

Pela correria dos dias acabamos reparando cada vez menos no que colocamos no prato. A gente ignora esse olhar crítico desde criança: quem aí nunca lanchou biscoito recheado com Tampico na escola que atire a primeira pedra! A praticidade é enganadamente mais importante que a qualidade. Só que nosso corpo não foi feito para receber alimentos industrializados. A gente come, mas o quanto mais pudermos evitar que um bando de ingredientes que não conseguimos nem pronunciar entre no nosso corpo, melhor. E quanto mais cedo tomarmos essa consciência, melhor em dobro!

Saúde começa na mesa, isso é fato. E, além do mais, tem tudo a ver com alimentação. Admito que fiquei meio chocada com os comentários, mas entendo o que está por trás deles: uma tradição inteira de má alimentação e de distanciamento da natureza. Concordo com a Bela na afirmação de que comida é um ferramenta política forte e envolve uma indústria que utiliza pencas de água, poucos nutrientes e embalagens jogadas criando lixo que demoram anos para se decompor. Aquilo que colocamos no prato depende de outros milhões de processos, e ver alguém se alimentando verdadeiramente bem nesse mundo pode ser um choque às vezes, ainda mais quando se trata de uma criança. Mas, galera, a parte boa da vida é justamente repensar nossos atos e nos tornamos a melhor versão de nós mesmo! Ter corpo, mente e espírito tranquilos tem super a ver com tudo isso, e usar essa chacoalhada que o universo nos deu como material para a famosa ~zoeira never ends~ tira o peso de pequenas ações que na verdade têm um impacto gigante.

Outra questão que me fez pensar foi o fato de ter muita gente espalhando comentários ruins por aí. Esse é um dos problemas que veio com o BOOM da internet, né? Na verdade, não quero falar sobre “haters”. Não gosto de falar sobre aquilo que não acrescenta para o bem e discordo do pensamento de se esconder atrás da tela de um computador como forma de atingir o outro. Vamos fazer uma promessa aqui, entre nós: só espalhamos o amor. Ele SEMPRE acrescenta, constrói e reconhece! Tem algo melhor? <3

A Bela deu uma resposta linda e que merece ser lida no site dela. E para nós, reles mortais que não conseguem ainda seguir uma alimentação tão limpa – maldito chocolate que me persegue! –, fica a lição de entender a importância da lancheira da Flor e como ela é potente nessa construção de um mundo mais colorido e saudável. Depois dessa reflexão bateu até uma inspiraçãozinha, e deu vontade de fazer essa granola caseira e comer com bananinha da terra! Hahaha.

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